Ser católico significa ser batizado nessa
igreja, sem ter condições de opinar, pois esta é sempre uma imposição dos pais,
uma herança e tradição da própria família que leva o batismo católico à
criança. Significa ainda fazer parte de uma determinada faixa de pessoas que,
no contexto da sociedade, se distingue indo às missas, participando de terços,
fazendo procissões, participando de romarias, visitando santuários e
relicários. Significa acreditar nos dogmas dessa igreja, nos pecados e suas
remissões, por interposição dos padres, nos conceitos que essa filosofia
contempla. Significa evidenciar-se com um símbolo que é uma cruz, aceitar a
mediação do sacerdote para mediar a sua fé, que vem a manifestar-se ainda na
observância de festas, recorrências, cânticos, oferendas e rituais.
O batismo é feito uma só vez na igreja, com pompa;
novamente uma oportunidade de festa, porque seria feito um novo católico, muito
mais que um novo cristão. Porque todos os seguidores da cruz são condicionados
a observar regras herdadas do mais obscuro paganismo. Porque os que se dizem
herdeiros do cristianismo podem ver que os seus rituais são cópias dos antigos
cultos egípcios e celtas. Como base, pode-se observar estas diferenças, pois o
cristianismo era reencarnacionista e o catolicismo não é. O cristianismo rezava
o amor entre as pessoas, oferecia o outro lado. E o catolicismo sempre semeou o
desentendimento, fomentou as cruzadas e as guerras. O cristianismo era
monoteísta, acreditava no Deus único, pai dos espíritos. E o catolicismo renega
o espírito, mas não aqueles dos seus santos, dos quais, ainda contrariando o
primeiro mandamento, lhes reservam culto soberano. E, diante do Deus único e
Criador, do primeiro mandamento mosaico, vem colocar o seu Deus da cruz como
único filho d'Ele. Já por isso está errado, pois isso não é cristianismo, mas
constantinismo.
Já Jesus disse: “Eu não vim para modificar as
leis, mas dar-lhes continuação”. E nunca interferiu no primeiro mandamento.
Os seguidores da cruz seguem o anticristo, que
veio a ser posto sobre os altares pela obra de Constantino. Qualquer um pode conferir
nos livros de história toda essa matéria.
Nisso pode-se considerar com assombro uma das
maiores descobertas deste fim de milênio, que vem a provar a reencarnação. Para
que se abram os olhos nisso. E, por meio da fotografia da aura com o seu tratamento
litáurico, se prova ainda que, no decurso dessa continuação, na volta às vidas,
vem a cobrança de tudo aquilo que, nas vidas anteriores, foi feito erradamente,
contra a prática da lei do amor crístico, de ante ao próximo, à natureza e a
Deus. E ainda, que em todo esse contexto de cobranças, paga-se a superstição
dos rituais, da igreja, da missa, das procissões, das falsas evangelizações
praticadas, e as sustentadas com as contribuições do povo, em que cada um leva
o seu quinhão de responsabilidade. Paga-se por ter-se acreditado nas mediações
dos padres, por ter sido padre ou clérigo, pelas orações da cruz, e paga-se até
pelo pecado de ter sido precedentemente enterrado debaixo desse símbolo, como
aconteceu há muito tempo.
Este abuso foi baseado na imoralidade da exploração romana naqueles tempos e no condicionamento, submetendo o crente ao medo da penalização eterna que, porém, poderia ser resgatada mediante o pagamento de tangentes que vieram a ser implantadas lá para esses ancestrais de mafiosos. Esta imoralidade começou em Roma e veio a ser chamada de Igreja Católica em 325 d.C. Começou lá a fazer escola, pois já veio duplicada em 337 d.C. Foi com a morte do imperador Constantino que a idealizou, pois os seus dois filhos herdeiros dividiram o reino e a igreja, vindo a criar uma linha ortodoxa que foi sediada em Constantinopla. As duas igrejas, divididas por eles, finalizavam, continuando as mesmas explorações. Vieram se reunir novamente em 390 d.C., com o primeiro papa Siricio, que começava a obra de aprimoramento pela sua total paganização, que se concluiu definitivamente no ano 553 d.C., com o concílio de Constantinopla. Onde veio a ser definitivamente revogado o conceito reencarnatório. Daí essa religião romana veio novamente a ser copiada em 630 d.C. pelos herdeiros do zoroastrismo, que da Pérsia vieram e depois se espalharam como islamismo. Depois de Carlos Magno, em 867 d.C., o patriarca de Constantinopla Ofócio separou-se da igreja, começando novamente a implantação da religião ortodoxa, que definitivamente vinha a firmar-se com o patriarca Miguel Celulário em 1054. Nesse período, que viemos a conhecer como dimarosia, iniciou-se a fermentação das guerras religiosas que viemos a conhecer como as santas cruzadas, as guerras santas, que duram até hoje, pois há sempre uma guerra em qualquer lugar, baseada em diferenças religiosas, porque nesta base vieram sempre a criar-se variações religiosas que, porém, visavam sempre o mesmo aproveitamento, visando exclusivamente a exploração e o exercício do poder temporário das suas castas dirigentes. Cruzadas, inquisição, expandindo-se depois em novas palavras como protestantismo, evangelismo, tais como colonização das novas terras que, por volta de 1500, começaram a solicitar novas cobiças, onde, nos contextos dessa evangelização toda e com a cumplicidade de todos os conquistadores espanhóis e portugueses, destruíram os povos indianos, a sua antiquíssima cultura, como a americana pré-colombiana, Machu Picchu, asteca, Montezuma, etc. E tudo isso, somado a outras barbaridades, viemos descobrir hoje que tem que ser pago por meio das auras nas reencarnações, em que cada participante é chamado a suportar e resolver o seu quinhão de culpas nisso, porque disso nasceu a existência de tanta doença e sofrimento no mundo.
Extraído de áudio do Mestre Luigi em seu programa da rádio Litáurica.