sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O CORPO ASTRAL

Um espírito que esteja se comunicando com alguém, numa sessão mediúnica, quando se refere ao médium do qual esteja usando o meio para comunicar-se, o cita como: meu suporte, meu aparelho, quando não, meu cavalo, meu burro... Por que isso? É uma forma de expressão, ou uma forma de atuação, em que o espírito mostra a sua condição da posse que tem sobre o médium? Somente uma fotografia da aura pode determinar isso. Porém, naquele momento, o médium, se está inconsciente, não passa de um meio, pois o espírito lhe toma conta da memória, do cérebro, da inteligência e, numa palavra, de “tudo” o que é o seu ser. Pois age tomando lhe conta do domínio do corpo físico através do astral, misturando nisso as próprias energias com aquelas do médium, assumindo assim, magneticamente, o seu raciocínio, sentimento, etc.? Ou chega assim, independentemente da vontade do médium, a controlar lhe plenamente a matéria? Pois na constituição orgânica, esta é a grande diferença, porque num caso o médium é somente o suporte e dependente do etéreo e pode ter uma atuação permanente, ou outra temporária, mas é semiconsciente, e o médium pode interferir com o seu ponto de vista.

Dizem os “ocultistas” que, para permitir ao espírito controlar o corpo do médium, é necessário que ele “desloque” o seu corpo astral, ou perispírito, mas não é nada disso. Este é um conceito forjado para o leigo supor que, nisso, estejam resguardadas algumas capacidades especiais do médium, ou para que pense que um espírito não possa dominar uma pessoa, especialmente se esta não quer, mas não é assim.

Quando existem evidências mediúnicas numa pessoa, estas são evidentes no corpo astral, e este é um problema cármico do passado. Quando as qualidades mediúnicas são naturais e evidentes, é o médium que controla o seu canal mediúnico, mas só quando este está em boa harmonia com os espíritos, pois neste contexto, os seus “Guias Espirituais” o protegeriam, mas quando não quer trabalhar nisso, porque não conhece o contexto doutrinal do espiritismo, ou tem medo, ou outras razões que podem ser até totalmente independentes de sua vontade, se torna, querendo ou não, permitindo ou não, instrumento deles a qualquer hora porque a sua atuação mora na sua aura.

É assim que acontece, e muitas pessoas são simplesmente atuadas sem nenhuma formalidade e, muitas vezes, para não dizer sempre, a pessoa nem percebe que está sendo atuada, não percebe que alguém lhe está forçando a mão numa determinada situação, ou na reação a situações e com isso, às vezes, a pessoa passa dos limites, de forma que as consequências podem deixar lhe marcas para o resto da vida.

Outras vezes, é a vida que vai embora, ou são doenças que ficam e que levam à morte, ou saem um dia... Tudo não passa de atuações, muitos são atuados no dia-a-dia, ou o serão por causa do que fazem no seu dia-a-dia...

Nem tudo o que brilha é ouro, e igualmente não se pode afirmar que tudo o que acontece às pessoas seja atuação espiritual. Porém os que pensam também que as coisas acontecem por mero acaso pecam também pela sua simplicidade.

A este propósito é suficiente acompanhar os fatos, como por exemplo: um indivíduo falece e tem uma grande dívida com outro. No plano reencarnatório, virá como parasita do devedor.

Este contexto pode ser satisfeito de várias formas. Às vezes os dois nascem gêmeos e, já aí, o devedor levando o credor no colo, o que também perdurará no decorrer da vida.

Há casos em que o devedor encarna e o credor não; porém aquele que encarna deverá dar passividade mediúnica àquele que está “do outro lado”, para este evoluir, ganhando os seus valores, não sempre espirituais, sem fazer força material. Entretanto o “outro lado” é simplesmente a sua aura, onde toda esta teoria não tem suporte maior de que uma simples cobrança.

Há aquele que deve de qualquer forma, mas o credor lhe cobra ali ao seu lado, no dia-a-dia, na convivência, pois ele pode ter se até esquecido da dívida, mas a justiça divina não esquece e este tem sua mediunidade para servir as orientações dos espíritos, até que se cumpra o resgate ou o pagamento do “último ceitil”, como dizia Jesus.

Há aqueles ainda que embrutecem no ódio, e os que foram roubados ou assassinados e que, até depois de várias reencarnações, encontram quem os prejudicou encarnado, estando eles no astral e ainda presos ao seu ódio e necessidade de vingança. Aí temos os casos dos hospitais psiquiátricos, e dos asilos dos dementes. Entretanto, a mediunidade é uma condição que, ao contrário das características que a melhoram, aprimorando se com a experiência, pode ser considerada como uma doença que tem cura e que entra nos mesmos contextos que a resgatam. Porém é o médium que evolui nos contextos doutrinários certos, e eleva, como qualquer um, a sua sintonia mental. Como consequência se liberta dos seus obsessores, mas deverá trabalhar somente mediunicamente para nele mesmo encontrar este acerto?

O fato é que os médiuns não entendem estes conceitos e, quando dão um passo adiante, a maior parte deles dá, pelo menos, um passo atrás. Pois, para início de conversa, muitos falam de humildade, mas não reconhecem por nada que a mediunidade possa ser uma doença, e aí...

As dúvidas que então permanecem, são simplesmente aquelas dos mal informados e daqueles que sempre teimam em reconhecer a validade das coisas que não entendem, especialmente quando se veem abalados em suas crenças fanáticas. Mas é bom que eles saibam que aquilo que permite também a atuação espiritual é justamente este fanatismo irracional.

“Orai, vigiai e instruí-vos”: por este “legado”, na sua prática continuada, no seu desenvolvimento e no dinamismo espiritual, se aumenta a intensidade magnética, que é a força defensiva para este tipo de atuação. Claro que, por maior que seja a evolução de uns, sempre poderão existir outras maiores, mas este não é o problema. O problema é elevar se dos níveis dos instintos, do ócio, dos vícios da incultura, etc. Adquirir suficiente evolução que corresponda à elevação sobre os níveis dos vícios e de seus parasitas, e fugir magneticamente às suas ações.

Aprendemos também que é ali, nesse campo astral, que devemos manter-nos no equilíbrio, para dele derivar a saúde e o bem estar. Pois é ali que a matéria é golpeada pela força ódica que direciona o Colpino, o agente espiritual corregedor da justiça cósmica e onde, também, por simples condições magnéticas, pode agir o parasita espiritual.

É pela teimosia que muitas pessoas não reconhecem este contexto espiritual. Muitos ainda, nem reconhecem a existência de Deus, por culpa de outros que fazem disso um contexto místico e absurdo. É que muitos não pensam que, sem aquilo que simplesmente se exprime na palavra Deus, não poderíamos existir, pois não é possível conceber uma obra criada sem um Criador, sem uma origem, um começo e uma ordem.

Poder-se ia até dar crédito a uma casualidade, mas não que esta tenha, sozinha, realizado as regras de perfeição, que regem a harmonia da Natureza e o Universo. Da mesma forma que a vida não se reproduz onde não existem as condições de vida, temos de compreender que o ser humano existe em função da existência desta energia criadora, que é estrutura de Deus. Onde, numa micro-bilionésima parte disso, nasce os organismos que são plasmados por determinadas esferas se experimentando em milhões de pontos de vista diferentes, mas que, sem estes contextos harmônicos, não existiriam. E que é nestes contextos que cabe a cada um situar-se, nos contextos de sua evolução.

Por isso é inútil que o homem queira fugir desta regra e responsabilidades que lhe cabem, pois as consequências deste seu comportamento irracional enchem os sanatórios, os hospitais psiquiátricos e os asilos dos dementes.

Quando alguém quiser avaliar melhor tudo isto, não precisa mais do que olhar para o mundo ao seu redor, vendo as “fatalidades” que se repetem em acidentes de todos os tipos. As misérias humanas em todas as suas expressões, nas favelas, nos subúrbios das metrópoles, nos guetos das cidades onde a poluição nem permite respirar, etc. Na proliferação dos tóxicos, nas agressões à Natureza, nas doenças, Aids, câncer da pele, ósseo, da carne, diabete, septicemia, leucemia, etc..

Porém, veja-se tudo isto como uma consequência da rebeldia à evolução, a não querer ver o óbvio, da ignorância, da incredulidade, do orgulho, da paixão fanática. Onde os instintos prevalecem, e na falta da moral verdadeira, o homem pratica a perseguição, o tráfico ilícito, o lenocínio, o roubo, a violência, explorações, assassinatos, abusos religiosos, retenção e congelamento das riquezas, etc.

Mas a doutrina de Jesus é hoje representada na LITÁURICA como a religião Única e Universal, mas será diferente daquela pregada há dois mil anos? Na substância, as pessoas enchem a boca, a todo instante, com o Seu nome e o nome de Deus, mas verdadeiramente não são discípulas do mesmo Mestre.

Mas os homens de todas as religiões e de todos os povos, de todas as classes sociais deste mundo, todos são filhos de uma só pátria, que é este planeta, e todos são sujeitos às mesmas leis. Decretos que são iguais para todos, da causa e efeito, cármicos, condicionados à uma evolução real e não a um mito. (O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CRITÉRIO DO MITO

A história e a distribuição do mito são incertas, mas a verdade é que, durante muito tempo, sofremos a obsessão de uma falsa e perigosa falsa humildade, pela dificuldade de compreender o mito.

Por um lado, nos situamos como meras “criaturas”, que vivem e vieram a este mundo por Deus; de outro lado, por forças que nos conceberam como “egos”, para controlar o mundo físico.

Mas nisso, nos faltou a verdadeira humildade de reconhecer que somos membros da “harmonia”, dos conflitos da biosfera, onde não poderíamos existir, se a Natureza (Deus) não manifestasse o Seu Amor para conosco, com a cooperação dos Seus elementos, das plantas, insetos, dos peixes, dos minerais, do Sol, da atmosfera, do gado, das bactérias, das energias, etc.

Na mesma medida, nos faltou o respeito de reconhecer que este Eu, e o organismo individual, são estruturas realizadas com um engenho tão grande, que não podem ser subordinadas ao acaso, e isto é tão fabuloso, que está na origem do próprio Universo (Deus), onde, inclusive, este Universo implica o organismo, como cada organismo implica o Universo.

E onde, neste contexto, cada organismo é visto de um ponto de vista diferente, pois cada organismo é um Universo que se experimenta numa interminável variedade. Entretanto, o homem não aceita esta harmonia, e nem as leis de perfeição que a regulam, do átomo ao sistema solar maior e mais distante, na galáxia mais vasta. Por consequência disso se desarmoniza com estas leis, e descumprindo-as, há necessidade de alimentar os famintos, vestir os nus, e abrigar os desabrigados. Mas depois disso o que acontecerá? Será seu objetivo, permitir que os infelizes ajudem aqueles que são infelizes, a tornarem-se mais infelizes?

Será converter os hindus e africanos a uma imensa burguesia em que todos os bengaleses e zulus, tenham o privilégio de juntar-se na corrida de ratos, em que a Humanidade toda não aguenta mais, apesar de recorrer a todo tipo de práticas, das meditações transcendentais, ioga, zen budismo, métodos inacianos, salesianos, das orações, carisma católico, evangélico, ou uso de produtos como mescalina, LSD, psicodramas e dinâmica de grupos, das técnicas de consciência sensorial, espiritismo, ao quakerismo, treinamento autógeno, técnicas de autoajuda, auto-hipnose, etc?

Indaguemos isso, pois agora, na fotografia da aura, a kirliangrafia, está a prova de tudo isso, e a prova também de que será sempre mais difícil o convívio nesta confusão, vamos portanto aprender a ser mais realistas.

Até agora temos criado histórias, fazendo também muitas considerações, e vimos que o mundo anda na contramão da vida. Esta confusão, em parte, já começou há seis séculos A.C., e no abuso do ano 325 D.C., que começou ou continuou um processo errado. Mas esquecemos disso tudo e ficamos perplexos depois, durante séculos, para descobrir onde é que o processo falhou.

E descobrimos aí deuses que nunca existiram que ninguém nunca viu descobrir um pedaço de matéria criada por eles.

E nos projetamos no espaço para saber respostas, e discutimos o sexo de anjos que nunca existiram.

Consideramo-nos até diferentes de como somos. Na verdade somos condicionados à reencarnação e suas regras, e pretendendo não reconhecer esta existência, subordinados às “Leis de Deus, dos Seus Profetas” e do verdadeiro Cristo, elevamos o Anticristo, e induzidos pelas forças do mal, o adoramos, e permitimos até o nascimento de uma variação deles, colocando-os nos altares das igrejas.

Adoramos o Santo Graal, mas tentamos assimilar o budismo, o xintoísmo, o buxido, etc. Na Sutra, aprendemos que o mito hindu considera: “que ao renascer, o ser dimensional é posto numa posição da escala social humana, em função dos méritos ou deméritos do passado, de onde sairá, melhorando ou se prejudicando, em função das suas ações”. Pois aí, o Cisne Divino pôs um ovo, do qual saiu o homem, porque as suas regras continuam exatamente as mesmas.

Somos cegos tateando a escuridão, pois a nossa vista é curta, não vemos e nosso ouvido não escuta a energia que nos dá a vida, mas ela está aí, em volta da pele, e a fotografia Kirlian a mostra como ela é na sua realidade.

Talvez esteja na hora de fugir daqueles que querem continuar a prender-se nos critérios dos mitos. Vamos voltar a Deus, aos Profetas e agora aos verdadeiros Cristos, com a Oração Della. (O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

OLHO POR OLHO

Uma pessoa louca, descontrolada, é normalmente uma reencarnação de alguém que, no seu passado, cometeu crimes graves e odiosos, matou, violentou, ou estuprou. Sempre a sua loucura é provocada pela perseguição espiritual dos que vitimou, que do plano espiritual perseguem-na para vingar-se. Estas vítimas de outros tempos não souberam perdoar, e por isso lhes é facultada a cobrança na lei de Talião, do dente por dente, olho por olho. Penetrando-lhe na aura, lhe domina o corpo e a mente e lhe provocarão sofrimento e degradação, até estancar o seu próprio ódio. Muitos criminosos do passado hoje amargam estes crimes, sofrendo estas possessões espirituais. Sempre foi assim! E há quem não consegue pagar estas dívidas numa vida só, e a perseguição continuará, até estancar este ódio ou até que se “cumpra o último jota”. Estas situações se fotografam na aura e devem servir-nos de lição.

Para todos os que necessitaram e acreditaram no perdão dos padres, que os absolviam mediante doações ou contribuições, pela elevação dos santuários e símbolos de pedras, nunca houve perdão. Os que acreditaram ser suficiente arrepender-se na sua última hora de seus malfeitos, sempre se deram mal. E todos os que se comportam da mesma forma hoje podem aprontar-se, porque deverão enfrentar a lei das consequências. A lei de Talião, do olho por olho, dente por dente. Há necessidade de pensar melhor nestas coisas e, antes de morrer, acertar estas contas, porque depois será tarde. Haverá de voltar aqui, e pagar na mesma moeda tudo aquilo que fez de errado diante da lei do amor.

Tudo o que é abuso vem a constituir-se como dívida cármica ou carma negativo, que deverá ser compensado com carma bom, ou com o sofrimento. E muitas vezes estas cobranças são fiscalizadas ou até executadas pelos próprios ofendidos de outros tempos, presentes agora em formas espirituais. Se a lei de Talião perdoasse, a plêiade dos espíritos outrora ofendidos não perdoaria. A partir disso, esta é “energia intrusa”, que se fotografa na aura, que vem dirigida pelos seus sentimentos de ódio e vingança. Canaliza-se nas linhas áuricas e ativa as mediunidades para daí estancar o ódio das suas lembranças e, só depois disso, irão reencarnar. Jesus ensinou a perdoar, mas a violência nem pensar, ninguém perdoa, pois há necessidade de aprender contextos nisso, relativos à vida e à importância dada a ela, conhecimentos sobre o passado individual, fatores muito complexos que precisam de tempo para serem assimilados, o que não aconteceu. Então ninguém conte com o perdão, porque a maioria não perdoa e o que impera é a lei de Talião mesmo.

Pois a maioria dos desencarnados estão espiritualmente na mesma dimensão dos vivos, e acham que acima disso não há nada, só porque eles nunca encontraram nada, nem perdão, nem compreensão e nem consideração. E muito menos se eram ricos, poderosos, violentos, autoritários e de bem com a vida antes, pois é o reverso da medalha que os espera. E é a própria condição de atraso que os relega a estas dimensões, esta é a realidade para a grande maioria de primários. (O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A MÍDIA

Por que a “Legião LITÁURICA”? Para colocar o ensino na vida, na relação, no progresso da vida, no respeito, na harmonia, na colaboração, onde a vida digna se torne uma oração. Para dormir bem à noite quando se viveu bem o dia. E dormir bem na morte, com a certeza de ter merecido viver de novo. E perdoar, não conservar animosidade, não ir atrás da cobrança, entregando os seus créditos a Deus no conceito do Pai-Nosso. Aí é que não seremos espíritos errantes e não será preciso rodear os centros de espiritismo para saber o que fazer, pois vindo a hora, vai acontecer e o caso é aguardar com tranquilidade, pois nada altera isso. A morte é a justiça cósmica através da qual, todos voltam a ser iguais e prestam as suas contas, daí nasce a religião verdadeira estudada nos grupos chamados assim.

Quem pensa que uma religião, para ter credibilidade, é suficiente que tenha muitos seguidores, não raciocina bem; não pensa que Jesus começou sozinho; não considera que o planeta Terra faz parte do sistema, mas não é o próprio. Comparada ao sistema, a Terra representa um grão de areia comparado ao Himalaia. É muito pequena quando se compara com a dimensão do Universo. A religião deve por isso alinhar-se com a verdade e não com a mídia, pois é sentimento, é razão, é comunicação, é relação com a Criação ou “O Todo”, que chamamos simplesmente com a palavra Deus, que por quanto sabemos é “O Sistema” mantido pelas regras das leis da física e da metafísica, que, mantendo-se na harmonia com os seus elementos, assim é que os leva a progredir. Nós, como seres humanos, fazemos parte disso, e não desta ou daquela religião, pois somos subordinados fisicamente e espiritualmente a estas leis. O sentimento da percepção espiritual de Deus nos eleva, mas só quando nos alinhamos com os seus conceitos reais e não na “tradição da crendice ou da mídia”, especialmente quando estas nos mantiverem ligados às antigas opiniões, aos velhos hábitos dos cultos supersticiosos, da idolatria, das romarias, dos terços, dos “vamos rezar” e aos contextos que ainda são condicionados aos primitivos começos da superstição.

Este sentimento não é racional, pois conferindo e provando a existência do espírito, da reencarnação, da perseguição espiritual, subordinando todo o contexto às situações cármicas, temos que simplesmente reformar-nos ao descobrirmos que estamos errados. E quando de todo o contexto religião, descobrimos que possa ser baseado só no interesse exclusivo dos clérigos, temos que fazer-lhe oposição, impedir que continue exercendo essa sua atividade em prejuízo dos menos esclarecidos. Entretanto devem ser realizadas amplas averiguações nisso, verificar de perto as mudanças, pois não é qualquer um que pode dar novos rumos, pois, para ditar novas regras, há necessidade de provas e um mandato preciso, como a “REVELAÇÃO”, pois só assim, uma religião está bem acima de uma simples opinião. (O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A RELIGIÃO EXPERIMENTAL

É uma perda de tempo discutir as coisas espirituais que resguardam a nossa relação com Deus? Deus existe? Isto é fruto do pensamento, e esta é uma faculdade humana, e apesar de não ter condições de pôr ou tirar nada, no que é e sempre foi, o ser humano contesta e o inteligente não pode aceitar a ideia de vir do nada para ir ao nada, pois isto não é racional e negaria a inteligência da criação.

Entretanto, desde tempos imemoriais, há os mais e os menos evoluídos na escola da vida. Aqueles que somente veem e consideram aquilo que tem valor sólido, visível e contábil, e os que a própria sensibilidade e inteligência lhes permite a percepção dos valores esotéricos e espirituais. Nisso há ainda os condicionados e supersticiosos, pois os católicos, por exemplo, acreditam ter nascido no pecado para viver na vergonha, preocupados com o Demônio, orando pela salvação, todos os dias na igreja e duas vezes aos domingos, para ouvir aquilo que acreditam ser “a Palavra” martelada nos ouvidos. Onde até o pensamento é pecado, além do “crescei e multiplicai-vos”, os católicos, aterrorizados pelo inferno, vivem com o terror do Diabo e desesperados pelo paraíso.

À sombra das suas igrejas, sustentam o clero dos sacerdotes que lhes redimem os pecados em nome do Salvador. Não vivem a lei do amor mas a rezam, cultuam as imagens e lhes fazem cultos, e, pagando os dízimos, participando da caridade da igreja, usam e abusam do próximo e acreditam na ressurreição da matéria, do pó, no final dos tempos, quando a alma imortal se juntará a Deus ou será condenada ao inferno, pela danação eterna depois da morte, se não tiver sido um bom católico. Esta é uma religião feita para governar os homens, nascida do abuso, que um imperador realizou na Itália sobre a religião. Alterou a “Palavra do Cristo” e, na História Universal, isto já levou até um estado à declaração de não haver Deus. Foi por decreto da Assembleia Legislativa, durante a revolução francesa, em 1793. A repulsa do povo foi tão grande contra os abusos desta igreja, que a lei dela veio a ser calcada com os pés, as suas instituições abolidas, e o dia do repouso semanal, o batismo, a comunhão, foram proibidos, e anúncios afixados nos cemitérios declaravam ser a morte um sono eterno.

A França caiu assim na perseguição civil e religiosa: Voltaire glorificava o mito da razão. Onde, já meio século antes, Luís XV dizia: - “Depois de mim, o dilúvio”. Mas enfim, já no século XIX, grandes mudanças ocorreram, os homens compenetraram-se da necessidade de serem mais realistas, pois já havia muitos livros em circulação. Através da “Terceira Revelação”, os homens descobriram os fatos espíritas. Este livro medianímico, “A vida de Jesus”, por Renan diz Kardec, conhecido no original, no Brasil de hoje, com o título “VIDA DE JESUS DITADA POR ELE MESMO”, foi editado em Avinhão na França em 1835. Veio a ser queimado depois pela intolerância dos padres, mas deu início a uma nova visão do cristianismo.

A reação dos padres reduziu a cinzas a primeira edição do livro, então que desta nova versão, porém, surgia a recolocação das máximas de Jesus, em concordância com o espiritismo, que o Mestre declarava ter praticado em Jerusalém. Criou-se aí um grupo de pesquisadores chamado de Allan Kardec, encabeçado por um pedagogo: Hippolyte Léon Denizard Rivail. E foi em Avinhão que Allan Kardec, em 1857, publicava a doutrina dos espíritos do filósofo grego Sócrates, de cinco séculos a C., e a reação da igreja foi a mesma, reduziu a cinzas esta primeira edição. (O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA)