sexta-feira, 16 de agosto de 2013

BUSCAI E ACHAREIS

Os espíritos da Terra encontram-se afastados de Deus, por causa da inferioridade de suas naturezas, que os submetem a leis de impiedade e ainda de bárbaros costumes.

Espíritos de mais elevada natureza, porém, vêm-lhe emancipar os pensamentos, ampliar os critérios que, mediante auxílios de outras naturezas intermediárias, se sustentam no meio destes espíritos atrasados e no meio do ambiente escuro dos sofrimentos desta humanidade.
Pobres espíritos terrestres! Humilhai-vos perante a ciência desta etnia dos delegados de Deus. Eles vêm para abreviar o caminho do vosso desenvolvimento espiritual que não pode ser confiado às instituições dos homens. Permanecei, entretanto, na expectativa destes bens, mas conscientes e altivos, caminhando no meio das paixões e dos males desta humanidade.
Trabalhai para reprimir as tendências perniciosas das naturezas e para aliviar os mais miseráveis, aprendei a conhecer a finalidade da existência para prosseguir o trabalho da regeneração. Buscai o auxilio e o consolo na fonte divina, e aliviai o fardo das dores corporais, com o emprego destas forças espirituais.

Sim, irmãos! É realmente Jesus que vos fala isso, mas a alegria intelectual derivada das manifestações dos espíritos evoluídos não pode ser concedida senão aos que já tenham começado a tarefa de sua regeneração, pelo caminho das reformas de suas naturezas animais, das lutas contra si mesmos e todas as paixões desorganizadoras da alma.

Lutai contra todos os vícios que denigrem o Espírito: contra a ambição dos bens perecíveis, a fomentação das culpáveis ficções, das mas doutrinas, dos delírios das imaginações, dos falsos estudos filosóficos, e das tristes soluções nas desprezíveis negações da existência de Deus.

Descobri os vossos destinos na manifestação LITÁURICA: praticai excursões nestes Centros de Luz e livrai os pensamentos e as vossas almas dos laços que as oprimem, permanecei defensores do livre pensamento, vós que desejais a emancipação do vosso espírito. Porém, fazem sempre participar da discussão o grande nome de Deus, e inclinai-vos sempre perante o testemunho do Seu poder e Seu amor. Acumulai, ai, tesouros de ciência, porém lembrai-vos que sem a participação do espírito, não existe o verdadeiro triunfo pelo homem.

Abandonai o tolo orgulho e o insolente desprezo, próprio das naturezas inferiores, e tentai perceber o que não sabeis, e não o recuseis, simplesmente por não conseguirdes apercebê-lo. Influi em favor da educação das massas, e empregai as vossas faculdades para o bem em geral. Arrebanhai crentes para a religião Universal, fazendo-vos apóstolos, pois ela quer a fraternidade e a devoção a Deus.

Buscai o elemento divino em sua pureza, pela paz do mundo e relacionai o amor na família com o amor entre todos os espíritos.

Aproximai-vos da habitação humilde do mesmo modo que da faustosa, e explicai o porquê do rigor das provas, ou da abundância dos donos: o porquê das ideias luminosas a par da desnudez do espírito. Do caminho da honra a par do estacionamento das faculdades. Da posse da grande inteligência a par do desenvolvimento somente vegetativo do homem em suas pausas de crescimento.

Humilhai, na natureza da carne, o que nela há de bestial. Destruí a vergonha no matrimônio, substituindo-a pela sinceridade e a delicadeza do amor. Fugi da glória adornada de sangue, das alegrias compradas com o preço da desonra, dos vapores da embriaguez, das drogas e das tentações da carne.

Fazei com que desçam sobre vós as forças da pátria celeste, buscai e achareis.

Do Livro: O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O MEDO DA MORTE

O cria dor ou criador que está numa criança reflete o espírito que era antes de vir a este mundo, na inteligência, atraso e evolução e em consequência, o adulterador que virá a ser quando adulto, é o cúmplice da sociedade onde a criança irá crescer.

Ninguém ignora que há, em cada um, uma consciência preeminente, no materialismo, no “eu”, no “meu”, ou mais, se também há uma para os conceitos espirituais. Dizem que isso é o efeito do atraso e é, pois uma se forma com o novo ser, uma é do espírito, e ainda deve-se admitir, em muitos casos, uma intermediária, espiritual, condicionada à Espiritualidade Maior ou carma.

Bem se diria, afirmando: que o espírito atua com uma nova personalidade em cada encarnação, mas que muitas vezes se evidencia só no papel que representa e por condição do ambiente.

Entretanto, é nesse contexto que o indivíduo vai considerar a figura de Deus, antes já duvidando da Sua existência e depois O vendo como uma pessoa ou, quem sabe, até um princípio.

Imaginam as nossas fantasias peculiares do céu, que Deus é um mito, ou um muito sério e temível avô, sobre o trono de uma igreja colossal onde, em Sua presença, os espíritos que mereceram o céu, cantam o “aleluia” para sempre.

Esta fantasia leva muitos a considerar que a morte tenha algo a ver com um eterno nada, onde não existirão mais os amigos, lua, sol, o canto dos pássaros, o amor, risos, oceano, estrelas, etc., apenas uma escuridão sem fim, e muitos acreditam que a morte os leve a um temível Juízo Final.

Mas, não é necessário recorrer a fórmulas enigmáticas para ver Deus como um TODO de elementos que se complementam, que dão a vida e provindo deste Ser Infinito, a evolução do espírito. Onde todos os elementos são governados por leis e princípios de perfeição, como: efeitos de causas, pólos opostos de aspecto da mesma coisa. Como a luz e a escuridão, o som e o silêncio, o sólido e o espaço, ligado e desligado, dentro e fora, amor e ódio, e assim se segue, como positivo e negativo, o bem e o mal, etc.

Tudo faz parte da vida e gera experiências e por consequência, a inteligência e a sabedoria, pois o cérebro vai recolhendo todas as informações e impressões e as registra nas células da massa encefálica magneticamente, para associá-las em seguida ao etérico, de acordo com as diversas circunvoluções que formam o juízo e o raciocínio, que complementam a evolução do bom senso como sentimento espiritual, com o apagar-se gradual da memória minuta, nas reencarnações.

O bom senso submete a esta experiência maior, que ensina a fazer uso da paciência e conter a inclinação da reação instintiva nas sete emoções: ódio, adoração, alegria, ansiedade, cólera, pesar, medo... Não dar passagem às sete é ser paciente, mas nisso se aprende a aceitar o mundo como é e apreciar o momento, pois isso é o princípio da harmonia com a Eternidade.

Dizer que a morte não dá medo não é justo, pois medo é para ter mesmo. Mas, não é para ter. A questão é aceitá-la, como tudo o que independe da nossa vontade: com paciência. Deixar assim que se manifestem o medo, os fantasmas, as dores, a transição, a dissolução e todo o resto, e aí, então, descobriremos que não morremos.

Tudo é só transição e o medo da morte é aprendido com as ansiedades sobre as doenças e atitudes diante de cadáveres e funerais. Mas, a morte de um indivíduo é uma simples retirada temporária do espírito, de um vestígio que simplesmente cessou de funcionar... Mas também pode não ser assim, pode ser bem contrita e sofrida, se não colocarmos de permeio esta filosofia, ou se vivermos uma vida de desrespeitos, sem considerar que o dia da morte vem para todos. 

Do Livro: O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O MANTRA

O Pai-Nosso é uma doutrina a ser pensada. É um Mantra ocidental. Uma oração poderosa, que fala muita coisa. Mas principalmente, é uma força harmônica que ativa as forças terapêuticas astrais e permite que sejam canalizadas até nós. Entretanto, funciona como uma chave musical, onde cada letra, em cada som, se realiza uma composição que funciona assim e uma simples variação da palavra, por pequena que seja, já é outra coisa que se inventa, e dificilmente servirá para alguma coisa.

A LITÁURICA se estende na relação direta entre a pessoa e a espiritualidade do seu grau de evolução, que vai evoluir com ela, mas entrosada com ela. As pessoas sempre tentaram mediar isso e nunca conseguiram, porque estas situações não podem ser mediadas por outros e ali, nesta relação, é que a pessoa começa a evoluir, porque evolui em conjunto, onde toma ciência inclusive do seu conjunto, que é representado pelos espíritos e a alma, que são ligados a ela e no seu mesmo caminho evolutivo. Estas coisas também podem ser estudadas e debatidas em grupos de estudos específicos, mas se prendem também aos problemas que envolvem a vida e a vivência das pessoas.

Nisso se ligam aos problemas sociais, porém não para explorá-los, mas para resolvê-los de dentro, de onde se resolvem melhor, porque estas pessoas que vivem os seus problemas os vivem e sabem como de forma comunitária poderão resolvê-los. A relação espiritual LITÁURICA realiza-se individualmente, quando na sua casa o litáurico se dispõe a isso acendendo uma vela na simbologia da luz, para aumentar a luz do entendimento, da proteção e da mediação dos espíritos de luz nestes acertos. A luz é uma simbologia que exprime uma intenção do encontro espiritual, em que a pessoa se encontra com o espiritualismo, porém um copo de água ao lado da vela é uma proteção metafísica que age como um filtro, pois a água tem características condutoras que agem na relação espiritual real, e protege a aura da pessoa. Assim, de um lado está a pessoa e do outro lado da vela, a relação com a espiritualidade, na mediação da luz como espírito da luz facilitada na relação com a água.

Dizer que nestas reuniões se estuda o Pai-Nosso é um paradoxo, mas nem tanto, pois o que é mais difícil hoje, entre as pessoas que se dizem cristãs, é aceitar o “Seja feita a Sua vontade assim na Terra como no Céu” do Pai-Nosso que todos eles rezam de cor, como que maquinalmente, mas a maioria não aceitando os seus dizeres. Se aceitassem, haveria por que pedir sempre compaixão, milagres, proteções, perdões? Pois, se um não é atendido, por que continuar a repetir? Pois parece que há alguma coisa mal entendida nisso, ou não? 

Do Livro: O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A DOUTRINAÇÃO

Deus é uma Consciência Cósmica que normalmente, não interfere com o nosso aprendizado, mas está ciente, através da consciência de Suas criaturas, de tudo o que se passa no Universo. Temos vários exemplos disso.

A grosseira imagem de Deus e Sua ação, que as religiões das superstições nos deram no passado, é agora substituída por visões mais lógicas, justas e racionais, graças ao progresso intelectual do ser humano, no conhecimento da progressão que vive.

São retrógrados comprovados, então, aqueles que ainda se apegam aos mofos e às ideias ingênuas e confusas de um passado espiritual estático, inglório e de vergonhosas perseguições, que felizmente passou.

Um passado, porém, que deixou dor, com bilhões de entidades sofredoras e atrasadas, neste mundo e no sequente, no sub astral, que nos provocam muitas dificuldades e doenças e onde as únicas curas e terapias estão no meio espírita, que visa socorrer também o desencarnado, mas que em muitos lugares são dificultadas por atitudes condicionadas ainda a esse passado que, muitas vezes, repercute no ambiente presente espírita.

Este contexto já prejudicou a evolução dessas criaturas e inteiras comunidades que nos precederam. Por isto é natural que agora tenhamos de suportar estas companhias e sofrer, em nosso ambiente de vida, à custa destas inferioridades, e nenhum exorcista ou culpado papa nos libertará disto.

A humanidade está atolada nisso e somente a compreensão do problema por todos, pode ajudar a reparar estes erros que provocaram a espantosa sinopse, organizada no plano humano e no sub-astral, são forças poderosas e com o proliferar das seitas, congregações e espúrias literaturas, aumentam metafisicamente sempre mais este poder.

A terapia é possível, embora seja gradual e se realiza na exata compreensão do problema e no esclarecimento ao vivo e no fenômeno mediúnico, que nos proporciona a possibilidade do socorro espiritual, mas na medida exata da capacidade do doutrinador.


Entretanto, muitos alegam que os espíritos inferiores seriam doutrinados nos trabalhos das sessões, na mesma forma que muitos, esquecendo-se da lei do carma, se deleitam em fazer socorros acionando as entidades ainda não evoluídas que os acompanham, para convidar o desencarnado a presenciar estas sessões, para ouvir aquilo que já sabem de cor, numa mistura de doutrina católica e orações.

Tudo isto é simplesmente estarrecedor, está-se duvidando das capacidades doutrinárias do Além, e dispensando as características da qualificação da terapia. E, no contexto todo, está se duvidando do Juízo Final, que já foi decretado e está atuando, e no decurso de uma seleção gradual que mudará a estrutura de toda esta configuração.

Esta realidade demonstra que esta liderança não está sendo acompanhada e quer que voltemos a adorar as fantasias e denuncia inclusive, a superficialidade destes controles federativos, que não evoluem com o tempo e se limitam a agir nos centros, como simples e ineficientes fiscais de feira.


Muitos destes centros espíritas, que seguem estes estrambolismos, agremiam somente doentes que se deleitam em acreditar-se os donos da razão, mas que continuam doentes. Nenhum fato da ciência espírita pode considerar-se válido, se não se comprova na metafísica, pois é uma lei Cósmica imutável, e estes “trabalhos” não surtem efeito, porque não se realizam na devida forma de proteção espiritual.

Aprende-se, nos compêndios primários dessa doutrina, que o espírito apegado à matéria precisa do esclarecimento, mas nas sessões mediúnicas, deve-se processar principalmente a emissão de energia boa que é rara, mas é indispensável ao espírito sofredor, para sair da dimensão da obsessão, porque, de outra forma, continuará preso na obsessão.

Sabe-se ainda, que os espíritos do socorro vêm, ajudam, mas é só nestes casos desinteressados que estes espíritos sofredores podem ser ajudados a adaptar-se aos planos mais elevados da evolução, que decorre de uma eficiente irradiação ambiental energética.

A aura é o contexto a ser estudado, mas não no seu conceito místico ou no mito da vidência e teosofia. A Kirliangrafia, desprovida de todos os efeitos que podem influenciar e até falsear a sua revelação, é o caminho das pedras para livrar o espírita do espiritismo, pois é aí em que vem à tona a sua verdadeira essência. 

Do Livro: O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O DOUTRINADOR

A fé verdadeira jamais se separa da razão, do entendimento e da clareza. A fé verdadeira é o prêmio de todos os espíritos anciãos, de muitas vidas vividas com proveito, cujo adiantamento intelectual não se vê oprimido pela decadência moral do fanatismo.

Efrain, José, Elizabete, Andréa, Ana, Tiago, eram irmãos de Jesus. Matias, Cleofas, Eleazar, eram irmãos de Jesus, consanguíneos, só por parte de Seu pai, José; filhos do primeiro casamento dele. Tiago era irmão de Sua mãe, Maria. Entretanto, Jesus era o apoio dos fracos, a doçura dos aflitos, o refúgio dos culpados e o mestre de elevados ensinamentos para todos os homens.

“Os homens são meus irmãos”, dizia, “e todos os meus irmãos têm direito ao meu amor”. Mas, sua mãe e todos os seus irmãos diziam que Ele tinha perdido a razão. Todos viviam preocupados com Ele, pois era sempre mais evidente n’Ele esta postura que consideravam uma maluquice e ainda tremiam quando ele falava contra os sacerdotes e suas imoralidades. Mas, a religião pura e simples de Jesus não existe mais.

Com faustos delirantes, distorções, mentiras, honras tolas e frias relíquias, essa religião caiu ao nível das mais absurdas fábulas. As elevadas verdades, ensinadas por Ele nas Parábolas, foram transvestidas e substituídas por fantasias. Ele ensinou a oferecer o outro lado para, a qualquer custo, evitar a lei do carma.


A perdoar para quebrar a corrente do ódio, que impede ao espírito de progredir, pois, quem não tem pecado, que atire a primeira pedra. Que a igualdade dos homens foi ordenada por Deus, e que o mando pertence à virtude, isto é, à capacidade.

Que o espírito está acima da matéria e que este pertence a Deus.

Que a esposa é igual ao esposo, nos direitos e responsabilidades, pois não existe a escravidão na família de Deus.

De expulsar do convívio aquele que se mancha com a infâmia, com o roubo, ou que ultraja a justiça e a caridade.


De caminhar entre as flores da harmonia, na elevação do amor e o respeito à Natureza.

De jamais entrar em confusões de violências, intrigas e guerra.

De oferecer a Deus, como prova de resgate, as provações da vida, os sacrifícios da pobreza, porém, quando vividos com dignidade e bravura, e não com ócio, vício ou aviltantes iniquidades.

De não profanar o altar do espírito com o assassinato, com os sacrifícios profanos e as superstições.

De repartir os bens herdados. De praticar o bem como regra de vida.

De reconciliar-se com o inimigo antes de recorrer a Deus.

Ensinou a valorizar a vida, a paz, o amor, no qual o espírito possa encontrar o caminho que conduza a Deus, mas numa forma clara e não num contexto dogmático ou irracional, pois em todo o Seu ensino parabólico há um reflexo metafísico da causa e do efeito. Nisso, ensinou que a fé não se impõe, porque há necessidade de ser entendida nestes contextos e quem não a apresenta na forma certa, também não a tem.

Que a fé necessita de uma base que é a inteligência perfeita do que se deve crer e para crer, é indispensável coerência e linearidade, e o compromisso e a intolerância também não entram no ensino, e que isso é simplesmente uma demonstração de incertezas, mas não é fé.
Que quando as chagas ficam a descoberto, é fácil vestir os caracteres das revelações e dar aparência às predições rimbombantes, mas que isso faz só transbordar a Sua indignação.

Que a lei da perdição, a lei da conservação, os gozos materiais e espirituais, já disputaram o Seu Espírito, e a temerária ousadia do justo jamais arrastou Jesus para o ridículo, por isso deixemos que os Seus milagres durmam em paz.

Ele não exaltava a vergonha, mas com rapidez a encobria e lhe estendia o véu radiante da purificação. 

Do Livro: O EVANGELHO SEGUNDO A LITÁURICA