Foi corsário na mocidade, mas depois estudou na Universidade de Bolonha. Entrou no serviço da Igreja Católica durante o pontificado de Gregório XII (1406–1415). Cardeal em 1402. Eleito e sagrado em Bolonha, em 1410, para suceder ao antipapa Alexandre V, o primeiro papa cismático eleito em Pisa, de cuja morte seus inúmeros desafetos sempre o acusaram de não ser de todo inocente. Foi sua eleição reconhecida com a adoção do nome de João XXIII, pela França, Inglaterra, parte da Itália e no Sacro Império.
Vários
historiadores atribuem sua ascensão ao trono pontifício por influência e
ingerência direta do rei Luís II, Duque de Anjou, que buscava a todo custo
controlar o poder dos Papas.
O
ano de 1410 apenas refletiu um período particularmente conturbado para a
Igreja; um Grande Cisma enchia de dúvidas toda a Cristandade com
o aparecimento de até três papas (o de Roma, o de Avinhão e o de Pisa).
Levado
a Roma pelas armas do rei Ladislau de Nápoles, foi aclamado enfim pelos
seus partidários como o pontífice João XXIII, o bispo de Roma, Vigário de
Cristo na Terra. Não foi papa legítimo. Seu nome e seu retrato figuram nos
catálogos e medalhões, devido às dúvidas de então. Aliado a Luís II de Anjou,
lutou contra o rei da Sicília e opôs-se a Gregório XII, papa
legítimo de Roma, e a Bento XIII, antipapa de Avinhão.
Reuniu
um Concílio em Roma, em 1413, no qual condenou os livros de John
Wycliffe.
Em
1414, inaugurou o Concílio de Constança, que de tão solene e grandioso
para a Cristandade, contou com a proteção do piedoso imperador Sigismundo.
Chegou ao evento, o antipapa João XXIII com magnificente cortejo. Vendo-se,
porém, alvo de justas recriminações, fugiu disfarçado. Retratou-se depois de
seu erro, submetendo-se à decisão do Concílio de Constança que
terminou com o Grande Cisma do Ocidente. Foi deposto e aprisionado no ano
seguinte, 1415.
Libertado
em 1418, reconheceu Martinho V como verdadeiro Papa e,
retornando do Sacro Império, onde estivera encarcerado desde sua deposição, foi
ele nomeado Cardeal-bispo de Frascati e deão do Sacro
Colégio.
Baldassare
Cossa viveu até o final de seus dias dignamente como Cardeal e morreu em 1419,
sendo sepultado com honras em Florença. O Vaticano reconhece sua sucessão por
Martinho V em 1417.
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