sábado, 22 de novembro de 2025

O Catolicismo e o Santo Império Romano

O catolicismo romano tem no seu sector e liderança pessoas ilustres, cultas, dignas de bom relacionamento que, no entanto, devido as suas origens foram enganadas.

O papado não é como fazemos ideia que seja, mas é uma fraude, desenvolveu-se gradativamente sustentada a princípio pelo Império romano. Não teve legitimidade de nascimento, não foi instituído por Cristo é intruso no mundo e no cristianismo, não se enquadra na Bíblia. É somente identificado na Bíblia como ponta pequena (Daniel 7.8).

De modo geral no Brasil, há duas igrejas em evidência, a católica romana e as demais. Enquanto o catolicismo que veio com os conquistadores, se estrutura como uma ordem religiosa, sob a direção de um chefe visível, que seria o papa, as demais igrejas cristãs, apresentam-se como um todo, com uma só dependência, a mesma Bíblia que aceitam como a palavra de Deus.

Nota-se ainda que o católico e os demais creem na santíssima Trindade, Deus o Pai, o Filho e o Espirito Santo. Compartilham da doutrina de que Cristo é o salvador pelo seu ressurgimento da morte. E todas as igrejas ensinam a existência do céu e do inferno, porque na prática todas seguem esse livro que foi elaborado simplesmente com o propósito de fazer acreditar na legitimidade da igreja, como, porém, nunca foi.

Nos primeiros séculos houve uma única comunidade cristã. Uma comunidade. E a igreja cristã nasceu depois e recebeu o nome de Católica, no Concílio de Constantinopla, presidido pelo imperador romano Teodósio no ano 381. Apostólica ela não é. Também não é Universal. É romana. Onde o catolicismo começou a tomar forma, quando no ano 313, o imperador Constantino “Romano”, decidia aproveitar-se desta comunidade para concentrar e formar uma religião latina, para contrabater as várias do inimigo e seus templos, que constituíam a base religiosa do Império realizado em territórios ocupados. Onde podia dominar os homens, mas não os seus espíritos. Constantino construiu a igreja do Salvador. E no século XV, foi destruída para dar lugar a Basílica de São Pedro.

Naquele tempo ninguém supunha que São Pedro fora papa. Ele era casado e não teve ambições temporais.

Até o século V, todos os bispos eram chamados assim, como papas. O papa Nicolau I, no ano 858 -867, foi o primeiro a usar a coroa, pois este bispo, serviu-se de documentos falsificados, que antecipavam o nascimento da igreja, que era recente, para torná-la coisa antiga, ser chefe dela e formar uma tradição. Foi mais um dos embustes do catolicismo, que alterando a história, criavam poder temporal, que serviu de base para fazer as leis canônicas e até alterar a própria Bíblia das igrejas, porque enfim todos sem suspeitar o engano, acabaram usando-a.

O status do Vaticano, entretanto nasceu com Estevão II, ano 741-752, que instigou Pepino, o Breve e o seu exército a conquistar territórios na Itália para doá-los a igreja. Carlos Magno, seu filho, confirmou essa doação no ano 774, elevando o catolicismo a posição de estado, onde nasceu o Santo Império Romano, sob a autoridade do Papa Rei, que durou até 1.870, quando Vitor Emanuel II, tornando-se rei da Itália, derrotou as tropas do Papa, pondo fim ao Santo Império Romano, que de santo não tem nada e nunca teve. Isso aconteceu no dia 20 de setembro de 1870.

Sem sustento legítimo, por estarem espiritualmente desacreditados, os papas e a igreja sempre tiveram que sustentar o blefe, e para isso negociando santos e cargos eclesiásticos e outros trambiques, canalizaram para os seus cofres quantias fabulosas.

Além de venderem relíquias e pedaços da cruz, negociam perdão dos pecados mediante indulgências e amedrontam seus fiéis com o fogo do purgatório, que criaram prometendo, entretanto, aliviar essas situações com missas pagas.

O Papa João XXIII, do ano 1410, cobrava impostos até dos prostíbulos.

O dominicano Johann Tetzel tornou-se famoso vendendo um documento oficial que dava o direito de antecipar os pecados.

O purgatório é um nervo exposto da igreja, não querem que se toque, mas esse dogma no dizer do historiador César Cantú, é a galinha dos ovos de ouro da igreja. E o ex-padre Huberto Rohden, confirma dizendo que com este expediente, a igreja católica recolhe por dia em todo o mundo, 500 milhões de dólares.

Extraído de áudio do Mestre Luigi em seu programa da rádio Litáurica.

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